A Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), por intermédio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Cacoal, cumpriu, nesta terça-feira (14), um mandado de prisão temporária contra um homem de 26 anos, investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável. A captura foi resultado de uma investigação conjunta e troca de informações com a 47ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Marechal Cândido Rondon, da Polícia Civil do Paraná (PCPR).

De acordo com as apurações da PCPR, o crime teria ocorrido em julho de 2025. O investigado, supostamente aproveitando-se da vulnerabilidade de uma criança de 11 anos que caminhava desorientada por uma rodovia, teria oferecido carona e uma bebida adulterada. 

A vítima teria perdido a consciência, sofrido abuso sexual e sido abandonada posteriormente na região central de Marechal Cândido Rondon.

Durante o inquérito policial, a equipe da 47ª DRP identificou que o suspeito tentou frustrar a persecução penal ao forjar indícios de fuga para o Estado do Amazonas. Contudo, o trabalho de inteligência da unidade paranaense rastreou o real paradeiro do indivíduo, apurando que ele estaria trabalhando em um pet shop na cidade de Cacoal (RO).

A partir do repasse dessas informações, a equipe da Draco de Cacoal assumiu as diligências de campo. Para monitorar a rotina do estabelecimento e confirmar a identidade do suspeito sem levantar suspeitas, os policiais civis rondonienses realizaram diligências veladas durante cerca de um mês, frequentando o local disfarçados de clientes e levando diferentes animais para atendimento.

O desfecho da ação ocorreu na data de hoje, quando a equipe policial ingressou no comércio simulando levar uma gata para os serviços do pet shop. Durante esse atendimento, o investigado foi finalmente identificado de forma positiva pelos agentes, recebendo voz de prisão no próprio local de trabalho, sem chance de fuga.

A Polícia Civil do Paraná destaca o trabalho de campo realizado pela Draco de Cacoal (RO) para o cumprimento da medida cautelar. A ação reforça que a integração e a troca sistemática de informações entre as polícias judiciárias estaduais são ferramentas fundamentais para a elucidação de crimes graves e a garantia da aplicação da lei em todo o território nacional.